Cheio de vazio


Cheio de vazio


É tão vazio o que me preenche,
As vezes o ar que me falta busco lá.
Mas as vezes isso enche.
É tão cheio o que pra mim não dá.

Saber eu sei, mas não quero saber...
É melhor tentar não prever.
Velho redemoinho, de um mesmo mundinho,
Sobre folhas velhas volto a escrever.

Suas palavras não pesam tanto quanto pensa.
Flutuam na certeza de sua incerteza,
Será que vive sem recompensa ?
Pobre nobreza.

Mas engana tanto quanto ama,
Bruto diamante no fundo da lama.
Ainda não sabe viver,
Mas ainda lhe resta vidas pra aprender...

Juliana Pimentel

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