Cheio de vazio
Cheio de vazio
É tão vazio o que me preenche,
As vezes o ar que me falta busco lá.
Mas as vezes isso enche.
É tão cheio o que pra mim não dá.
Saber eu sei, mas não quero saber...
É melhor tentar não prever.
Velho redemoinho, de um mesmo mundinho,
Sobre folhas velhas volto a escrever.
Suas palavras não pesam tanto quanto pensa.
Flutuam na certeza de sua incerteza,
Será que vive sem recompensa ?
Pobre nobreza.
Mas engana tanto quanto ama,
Bruto diamante no fundo da lama.
Ainda não sabe viver,
Mas ainda lhe resta vidas pra aprender...
Juliana Pimentel
Postado por
Unknown
| sexta-feira, 22 de agosto de 2014 |
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