Acento em assento
Acento em assento
E sempre logo cedo, eu cedo.
E se eu for livre, quero que me livre,
Quero poder e poder ir sem medo.
E pode ascender,sem um fogo você acender.
Colocar cada acento em seu devido assento.
Antes por muito apreçar, agora vou apressar...
Não aguento mais tanto vento que vira INvento.
Saio da cela,não quero mais sela a me selar.
Toda cessão com sessão deve ter secção.
Em meu concerto quero um novo conserto.
Pobre coração que parou.
Vive por viver,não sabe mais o que fazer.
Juliana Pimentel
Certo DEserto
Certo DEserto
O certo era errado.
O errado ficou certo.
O seguro morreu de velho.
E o velho ainda é moço.
E agora ?
O ponteiro aponta a mesma hora.
Coração compressado.
Pelo o mesmo mal que havia passado...
Pobre verso,entalado.
Sai sem sair,só um consegue sentir.
Meu peito grita calado.
Uma mentira ele tenta incluir.
Voz que não cala,
Ao mesmo tempo não fala.
Sente, recente e mente.
Pobre peito sem mente.
Erra fazendo o certo.
E se afoga em pleno deserto.
Se queima no fogo do pensamento.
Que é apostar em um momento.
Juliana Pimentel
Cheio de vazio
Cheio de vazio
É tão vazio o que me preenche,
As vezes o ar que me falta busco lá.
Mas as vezes isso enche.
É tão cheio o que pra mim não dá.
Saber eu sei, mas não quero saber...
É melhor tentar não prever.
Velho redemoinho, de um mesmo mundinho,
Sobre folhas velhas volto a escrever.
Suas palavras não pesam tanto quanto pensa.
Flutuam na certeza de sua incerteza,
Será que vive sem recompensa ?
Pobre nobreza.
Mas engana tanto quanto ama,
Bruto diamante no fundo da lama.
Ainda não sabe viver,
Mas ainda lhe resta vidas pra aprender...
Juliana Pimentel
Corte e não corte
Corte e não corte
Escuta criança,
É só você.
Que poder fazer.
Então guarde teu sonho em uma poupança.
Durma e acorde,
Com teu sonho no peito,
Objetivo é desejo,
Que não depende de sorte.
Então durma e acorde,
Sendo você,
Não deixem dizer.
Que a vida é sorte,sempre descorde, e não viva um corte.
Juliana Pimentel




