Esquecer de escrever
Esquecer de escrever
Falo tando em viver,
Será que vivo ?
Falo tanto em escrever.
Será que minto?
Mas eu só sei falar em versos...
Que empresto.
Metade de mim,vai por mim.
A outra metade.
É só a outra metade.
Que faz sem sentir,
Pra outra não sentir.
Sentimento não se mente ou entende,
Isso se remete.
Quando pode-se...
E se eu pudesse,
vivia só uma metade de mim.
Que chuta o balde,
E não se importa com a razão que bate.
Seria o certo ?
Quem sou eu pra dizer...
Alguém que tem medo de fazer?
As vezes nem eu me quero por perto.
Juliana Pimentel
Ator da dor
Ator da dor
A verdade é que todo mundo é um pouco ator,
Do amor a dor, vivendo com tanta rancor.
Poucos amam seu trabalho,
Mas poucos se dão o trabalho,
De arriscar.
O político também atua,
Você aceita tudo como uma estátua.
O jornalista mente,
Quer enganar toda essa gente?
Todo mundo vende sonhos,
E depois vive tristonho.
Mentir é feio.
Mas ser ator é mentir sem receio.
Pra quem eu quero mentir ?
Viver sem nada e não existir ?
Morrer pra ter tudo, e mesmo assim não ter nada ?
Ou ser um nada,ter tudo e não ser,nesta vida tão amada.
Juliana Pimentel
Soneto da pobreza
Soneto da pobreza
É tanta gente machucada,
Que guarda o coração,camada sobre camada.
É tando segredo mantido,
Sobre muito sentimento retido.
E sobre os outros, tanto julgamento,
Tampando seus próprios erros.
Como perdem tempo...
Vivendo sobre soneto.
Forma certa,forma fixa.
Pobre linguagem prolixa.
Pobre do pobre.
Que não sabe do que sofre,
Rica é a pobreza!
Que empobrece a riqueza...
Juliana Pimentel
É tanta gente machucada,
Que guarda o coração,camada sobre camada.
É tando segredo mantido,
Sobre muito sentimento retido.
E sobre os outros, tanto julgamento,
Tampando seus próprios erros.
Como perdem tempo...
Vivendo sobre soneto.
Forma certa,forma fixa.
Pobre linguagem prolixa.
Pobre do pobre.
Que não sabe do que sofre,
Rica é a pobreza!
Que empobrece a riqueza...
Juliana Pimentel
Vento invento
E de que adiantaria,
Poder voltar atrás,se arrepender, em uma historia que só partia.
E de que eu riria,
Se não de meu erros, e poucos acertos, que em lágrimas guardadas apenas ria.
E sobre o que você dizia,
Dizer a verdade me soava como pornografia,
Guardava em guarda-chuva cada cor de cór,
Deixei o vento partir, seguir, ir a um lugar melhor.
Quanto vento invento,segundo em pensamento,
Cada vento em seu tempo,ajudando o certo momento.
O pôr do sol, que não dizia nada.
Ao mesmo tempo caia como granada.
Falar pouco pelo muito,ainda é muito,
Cada página,segue, livre, só pelo intuito.
Nenhuma verdade,simplesmente se escondia.
Sempre sabemos sobre o que o outro mentia.
Juliana Pimentel
Ocaso por acaso
Ocaso por acaso
De lá pra cá,tanta coisa aconteceu,
Não sei se foi você, ou se fui eu,
Que fechou os olhos pro tempo,
E deixou se levar com vento.
Quanto tempo ? Ele soprou na mesma direção,
Sobre um vago caminho,
Que o alvo é se ferir com uma flor que é espinho.
Agora, correr entre as nuvens virou obrigação...
E se por acaso for ocaso
Quero dizer que caço o caso e caso
Mas se acaso não for o caso
Não quero ser mais criador de caso.
De lá pra cá,deixei pra lá,
Tudo que ficava do lado do chá.
De cá pra pra lá, acabei esquecendo,
Pois a verdade foi aparecendo.
Juliana Pimentel
Passado pre(sente)
Passado pre(sente)
Passado,presente, que prende toda essa gente,
Que mente,dizendo que não sente.
Cartas guardas,logo,depois,rasgadas
Histórias descartadas, nem ao menos contadas.
Quanta fantasia nesse mundo de poesia,
Todos f da l_i_n_h_a
O
R
a
Se escondendo,do que um dia. Foi dia.
Tempestades que mentem e desmentem.
Misturado ao teu próprio tempo, perdem tempo...
Escondem o que pressentem,logo,sofrem.
Erram e não aprendem,mas só,como passatempo.
Juliana Pimentel







