Sem carnaval
Sem carnaval
Por mim eu te beijaria,
Mesmo ao final da poesia.
Não teria ponto,
E nem fim de encontro.
Nem virgula pra respirar
Muito menos tempo pra acabar
E se fosse o final.
Seria sem carnaval.
Eu só queria alguma coisa de verdade,
Nem que fosse a saudade.
Sinto muito.
Mas eu não sinto nada.
Porta Retrato
Porta retrato
Hoje se escreve, pra amanha ser passado
Mesmo não estando em uma porta ou retrato
Me sufoco em saudade,
Ela é maior que o ar
Amor
E
Idade.
Quanta saúde perco em não saudar,
Em tempo certo,antes de acabar.
Vocês agora guardo ao lado,
Onde só eu posso achar.
Mudo,
Nada eu mudo.
Mas quando sonho digo tudo.
Todos vocês que por mim passaram
Em mim sempre ficaram.
Mente em mente,mas não mente
Mente em mente,mas não mente
A mentira não dói pra mim que escuto,
Há muito ou pouco,criei um escudo .
Tudo que ouso vira música.
E por você que a canta faço súplica.
E a cada canto eu sempre danço.
Da forma que quero dançar.
Problema ou não eu só balanço,
O que quero balançar.
Muito ou pouco.
Pouco importa.
Nessa vida nada vale.
Vale,desConto,liquidação de porta.
Valor escondido,
Pouco vale na língua do intrometido.
Que pouco vale quando muito vale.
Se for por mau nunca fale.
Juliana Pimentel




